Com uma coluna cheia de variedades esportivas, deixamos o futebol para semana que vem com as semifinais da Libertadores já definidas, o Brasileirão provavelmente mais embolado e talvez com o capítulo final da novela aonde jogará Neymar nesta temporada na Europa já definido, vou começar a falar de outros esportes especificamente nesta coluna que precisam de espaço na mídia, no tênis saiu o chaveamento do quarto e derradeiro Grand Slam da temporada, Djokovic e Federer caíram do mesmo lado da chave, sendo que Nadal que completa o Big 3, esta sozinho do outro lado da chave, o favorito ao título Djoko pode enfrentar nas pitavas Wawrinka seu algoz da final do US OPEN em 2016 e Roland Garros 2015 e nas quartas a sensação do mês Medvedev campeão em Cincinatti, caminho difícil para Djokovic conquistar o seu título de número 17 em Grand Slamecolocar ainda mais emoção na disputa entre quem será o maior vencedor do tênis masculino, Federer tem 20 títulos e Nadal 18. No feminino, a grande notícia é o duelo entre as ex-campeãs e número 1 Serena x Sharapova já na 1 rodada, Serena tem 19x2 a favor no retrospecto em jogo que jamais aconteceu no US OPEN e acontecerá em 2019, outro jogo que jamais ocorreu  no US OOPEN é o maior clássico da história do tênis Federer x Nadal que pode ser uma histórica  final masculina no dia 8 de setembro.

Na natação, um fato curioso chamou a atenção dos fãs desse esporte, o nadador estadunidense Dressel, pode tentar nas Olimpíadas de 2020 em Tóquio igualar o antes inimaginável feito de Phelps de conquistar 8 ouros em uma edição só da Olimpíada, campeão mundial recente dos 100 e 50 metros livre e 100 metros borboleta (o 50 metros borboleta ele também venceu mas não é uma prova olímpica) mais os 4 revezamentos 4x100 metros livre, livre misto, medley e medley misto, o colocam se vitorioso nessas sete provas só a um ouro de igualar o recorde, para isso terá que vencer ou os 200 metros borboleta ou o 4x200 metros livre, opção mais viável e menos cansativa para se igualar um recorde tão difícil, aos poucos essa possibilidade vai ser mais falada na mídia conforme a olimpíada for chegando mas já é um fato bacana para se acompanhar na próxima olímpiada. 

No basquete, começa no dia 30 de agosto a copa do mundo de basquete masculino, que falaremos neste coluna nas próximas semanas, apesar de durar até o dia 15 de setembro apenas promete muita emoção e para variar, os Estados Unidos, é o grande favorito, não é favas contadas igual em outras edições, por tantos desfalques, Lebron, Curry, Durant, Irving, Leonard e outros, mas mesmo com a sua equipe C ainda são melhores que todo o resto do mundo, a Espanha tenta surpreender no canto do cisne da sua famosa geração de prata que tenta com Rubio e Marc Gasol ser campeã finalmente contra o Time dos Sonhos dos EUA versão 2019, muito distante do melhor e primeiro Time dos Sonhos de 1992, até hoje na opinião deste colunista o melhor time já feito por seleções em esportes coletivos populares. O Brasil esta no grupo F, com Grécia, Nova Zelândia e Montenegro, um grupo muito difícil em que se classifica os dois primeiros para as oitavas. No basquete nacional feminino o Sampaio Corrêa, famosa Bolívia querida nos gramados de futebol, agora também no basquete foi bicampeão brasileiro, 2016 e 2019, neste ano batendo o Campinas por 3x0 na final e vencendo todos os jogos dos playoffs em uma campanha irretocável. 

Para finalizar a coluna, não podemos deixar de esclarecer duas coisas, primeiro a campanha com o vice-campeonato do Brasil no Pan-americano deste ano, só perdendo para o campeão disparado Estados Unidos, é em termos de resultado histórica sim, o Brasil jamais conseguiu fazer uma campanha dessa fora do seus domínios, em São Paulo em 1963 foi também vice-campeão. Mas temos que ter o discernimento que em se tratando de transformar o resultado no PAN para a Olímpiada tem pouquíssima relevância este resultado, hoje são competições completamente diferentes, de nível de disputa e de excelência muito longe mesmo uma da outra, claro que o torcedor brasileiro comemorou, natural vibrar, torcer pelos ouros e ter nas memórias tantas lembranças boas do PAN, a principal delas deve ser a vitória do basquete masculino brasileiro com Oscar, Marcel e companhia de virada contra a seleção estadunidense em pleno Estados Unidos, com a equipe universitária principal dos estadunidenses que mudou a forma como os EUA trataram de levar mais a sério e conseguir com que os jogadores da NBA jogassem pela seleção, mas hoje são outros tempos, o que não apaga a memória e os feitos das conquistas do passado e deste ano mas não pode se iludir o torcedor brasileiro que devido ao show brasileiro em casa em 2016 com 7 ouros, 6 pratas e 6 bronzes e o décimo terceiro lugar no quadro de medalhas, mais esse vice-campeonato na classificação geral no PAN, que teremos um chuva de ouros em 2020, não teremos provavelmente legado algum para Tóquio, se vier ouros, será como sempre no esforço, talento e competência dos atletas brasileiros, porque infelizmente poucos esportes por aqui tem um planejamento olímpico, mas que o torcedor brasileiro possa comemorar em 2020, que alguns ouros possam vir e assistir e curtir bastante a maior festa do esporte que é a olímpiada, um ótimo final de semana de muito esporte para todos nós. 

 

Cláudio Neto
O espaço de todos os esportes