E o São Paulo venceu mais uma, com a dificuldade habitual.

A vitória contra o Avaí era uma obrigação antes do jogo começar, mas se transformou numa sobrecarga descomunal desde o momento em que o time catarinense teve um jogador expulso, logo na metade do primeiro tempo. A partir daí, o que se viu foi um Avaí completamente recuado e uma sucessão de erros do tricolor, repetindo uma sina que se arrasta já há algum tempo. Pressão desordenada, bola na área, escanteios e gols perdidos, até que o Arboleda salvou a lavoura, logo no começo do segundo tempo.

Se o que realmente importa é a vitória, o São Paulo mostrou que vai fazer a torcida sofrer até o fim da competição, ganhando jogos improváveis e perdendo jogos fáceis. Menos mal que ganhar do Avaí rompeu uma velha tradição dos últimos anos, de perder ou empatar em casa e fora com times virtualmente rebaixados. Aliás, se você somar os pontos que o São Paulo perdeu em casa ou mesmo fora para times que serão rebaixados nesse ano, o time daria um salto espetacular na classificação. Enfim, a vitória serviu como um alento, nesse quesito.

O mais engraçado (ou trágico) desse momento é que o treinador Fernando Diniz é conhecido como um amante do futebol ofensivo e pouco afeito à organização defensiva. No entanto, o time tem a defesa menos vazada da competição e sofreu somente 17 gols em 23 rodadas e com Diniz a marca é ainda melhor, a média de gols sofridos é ainda mais baixa. Apesar da solidez defensiva, os números dizem que o ataque é o pior da história, estatisticamente falando, e estão aí o Pato, e o Antony, e o Raniel, e o Vitor Bueno, e outros que tais, que não nos deixam mentir. O Tite diria que falta E-QUI-LÍ-BRIO a esse time. Credo!

Vamos São Paulo!

Henri Dias
Henri Dias é advogado e são-paulino - ou vice-versa. Neste espaço análises com altas doses de clubismo, mesmo que mascaradas por algum bom senso

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