Após o término da 03 rodada do Brasileirão da Série A, os nervos estão a flor da pele, pois, já foram demitidos ou substituídos 03 técnicos.

O Athético Paranaense na primeira rodada após a goleada de 4x0 para o São Paulo demitiu Aberto Valentim que não era unanimidade no clube que trouxe Fábio Carille, no América de MG Marquinhos Santos não suportou os maus resultados, sendo demitido e Vagner Mancini assumiu o coelho e no Internacional o argentino Alexander Medina foi dispensado e o Colorado trouxe o gaúcho Mano Menezes , o Goiás destitui Glauber Ramos assumindo Jair Ventura e nesta semana Abel Braga deixou o Fluminense e nas Laranjeiras comenta-se JJ. Será?

Ufa após 03 rodadas houve 05 trocas de técnicos!

Tem mais treinador na corda bomba, podemos ter mais novidades por aí.

Precisamos mudar a nossa cultura do imediatismo urgente.

Há clubes no nosso continente que devido ás dificuldades de renovação do plantel e de manter seus destaques no clube, tem utilizado a filosofia do técnico escudo devido a identificação de ex-jogadores do clube efetivando o mesmo como treinador para acalmar parte dos torcedores.

No River Plate deu certo com Marcelo Guallardo efetivado em 2014, enquanto o Boca Juniores os irmãos Gustavo Barros Scheloto e Guilhermo Barros Scheloto não obtiveram o mesmo sucesso como treinadores comparando com a carreira de atleta. A equipe de La Bombonera aposta no ex-atleta Sebastian Bataglia como treinador, é esperar para ver.

Tivemos alguns casos semelhantes no Brasil com Renato Gáucho, Roger Machado, Falcão, Dunga, Abel Braga e Marcão no Fluminense, Elano e Serginho Chulapa (na comissão técnica do Santos desde 2009) , Silvinho e Coelho no Corinthians, Muricy Ramalho, Rogério Ceni e entre outros, onde, o Flamengo no passado usou bastante deste artifício.

Sem contar com técnicos que não jogaram pelo clube mas com ótima identificação como Luiz Felipe Scolari, Tite e Mano Menezes, Paulo Autuori entre outros.

Portanto, enquanto não mudarmos nossa cultura do imediatismo e da mentalidade de ser sempre campeão, deverá perpetuar por muito tempo esta gangorra que parece não ter fim. 

Gil Cipriano
O futebol jogado em todo lugar, de Fernandópolis até a Europa

Recomendadas para você